POR DO SOL
Tinges, sol. Tinges o horizonte.
Com matizes caprichadas.
Tardes para sempre lembradas.
Caprichoso pincel a arrastar de
leve.
Tudo é breve.
A beleza é efêmera.
Efêmera é a canção que ouço.
É o voar do pássaro que pra sua
morada está retornando.
Outra noite chegando.
Dormem os homens.
Sonham.
Outro amanhecer vai chegar.
E tudo vai recomeçar.
O tempo é este estranho.
Que está sempre a passar... a
passar.
Por do sol.
A vida escorrega para um novo
horizonte.
E contente eu penso.
É uma etapa apenas.
Voo com minhas leves penas.
Sou parte deste infinito bonito.
Não tinjo os céus.
Não sou cores.
Mas conto de amores.
Falo de alegrias e de dores.
Posso contar porque tudo consegue
me sensibilizar.
Gosto de poetar.
SONIA DELSN

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