terça-feira, 22 de janeiro de 2013




DORES

Elas chegam.
Se instalam.
Martirizam.
Deus!
Eu quisera ignorá-las.
Quisera crer na inexistência delas.
Mas elas custam a ir.
E aumentam a intensidade.
E alucinam minhas noites.
São tão intensas!
Fico esperando uma a uma desaparecer.
E novamente elas voltam.
Os medicamentos as expulsam por um tempo.
Outras vezes diminuem a intensidade.
E às vezes nem fazem efeito.
Quanto mais as temo mais elas chegam.
Então rezo baixinho e choro.
Enterro a face no travesseiro
E o mordo, mastigo.
Como se fosse a própria dor que mastigasse.
Cerro os dentes a mandíbula dói.
Quando consigo livrar-me delas.
Então busco dentro de mim aquele outro Eu.
Aquele que conseguia controlar-se.
Aquele que sabia com as mãos espantar as dores.

SONIA DELSIN

Nenhum comentário:

Postar um comentário