SAUDADES
Sinto saudades da casa simples.
Da terra, das árvores, do rio.
Do moinho, dos animais.
Das flores.
Sinto saudades dos meus irmãos
pequenos.
Éramos tão unidos, tão puros.
Tão felizes!
Agora eu sei que éramos felizes.
Estávamos juntos.
Brigávamos por nada.
Mas nos amávamos, como um grupo de
filhotes.
Que se arranham e se adoram.
Depois cada um tomou o seu caminho
e seguiu.
É a lei da vida.
Mas é doloroso.
E a saudade é tanta que é preciso
por para fora...
São Carlos, 12 de janeiro de 1996
SONIA DELSIN
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