UNS
OLHOS TRISTES NO ESPELHO
O espelho me contava da tristeza daqueles olhos.
Contava de frustrações, de decepções.
Ele queria o riso.
Mas não mentia... nem quando preciso.
O espelho queria mais...
Queria ir além do alcance.
Ele sabia que eu sorriria.
Mas havia uma ponte a atravessar.
Eu precisava ousar.
O espelho dizia que sabia esperar.
Ele guardava a lembrança de risos primaveris.
O inverno congelara num ricto de dor aquele rosto refletido ali.
Mas o espelho sabia que de novo eu sorriria.
Pontes nunca foram obstáculos para mim.
Só um tempo era preciso.
Só um tempo e voltaria o riso.
Ó, no meu rosto iria brilhar o mais belo sorriso.
SONIA DELSIN
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