quarta-feira, 23 de janeiro de 2013




MEU CAVALO ALADO


Eu montava um lindo cavalo.
Cavalo alado.
Subia, subia.
Num elevar sublime.
Uma ascensão.
Entre nuvens, acima delas.
Mundos diferentes do nosso.
Um suave roçar de asas.
Um voo leve, sem sobressaltos.
Um subir, subir.
Um delicioso, embriagante voo.
Um barulho ensurdecedor.
A interrupção.
O leve voar morreu com o despertador.
Cobrando-me a realidade.
Sonhei!
Deus, que sonho bom!
Que despertador indiscreto.
Interromper um sonho desses!

SONIA DELSIN

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