TRISTE
MEU POEMA
Ele
fala de um tempo perdido.
De
um tempo que o eterno guarda.
Fala
de algo tão longínquo.
Tão
do passado que parece que foi um sonho.
Que
não vivi.
Mas
sei que vivi.
Eu
te conheci.
Te
reconheci.
Daquele
tempo morto eu guardei algumas coisas.
Um
par de sapatinhos de cristal.
Guardei
o bem.
E
quis apagar todo o mal.
O
mal do adeus incompreendido.
Parece
mesmo que aconteceu a outra pessoa.
Não
eu.
Em
outras horas parece que a vida me roubou e me devolveu.
Mas
de repente o que parecia real se dissolveu.
Foi
assim nosso amor.
Fragmentado,
atormentado.
Um
permitir, um não permitir.
Um
ir... um ir...
Parece
que somos feitos para o adeus.
Parece
que são todos sonhos meus.
Mas
não.
Tenho
a convicção que tu dormes eternamente dentro do meu coração.
SONIA DELSIN
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