terça-feira, 22 de janeiro de 2013




OLHAR ASSASSINO

Existem olhares que matam.
Verdadeiros assassinos.
Foi um destes olhares, um olhar de matar que veio minha vida mudar.
Foi um punhal que feriu tão fundo.
Causou-me dor maior que o mundo.
Meus olhos temeram tanto o brilho da lâmina afiada.
Lágrimas lavaram a calçada.
Isto se passou faz tanto tempo.
Minha alma diz que faz milênios.
Ela que caminha hoje entre flores.
Ela que caminha sem fazer rumores.
Ah, minha alma sabe...
E tudo silenciou.
Num mutismo intenso um ciclo se fechou.

SONIA DELSIN

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