quarta-feira, 23 de janeiro de 2013




UM PUNHADO DE ILUSÃO

Eu sei quando estou sonhando.
Quando os dias frios estou rasgando.
Quando a lareira não me aquece mais.
Eu sei de todos os meus tempos.
Se neles me perco e mergulho eu encontro tudo puro.
É que dentro deles minha alma navega e é a mesma que insiste em voar.
Que insiste em poetar.
Que acredita num mundo perfeito... e tenta encontrar.

SONIA DELSIN



TEU SILÊNCIO                             

O teu silêncio grita.
Ele chega rasgando madrugadas.
Chega nas encruzilhadas.
Chega cobrando tempos mortos.
Teu silêncio e teus olhos preenchem manhãs.
Mas, e as tarde vazias? Como preenchê-las?
E as noites?
Teu silêncio não alimenta minha alma.
Nem me traz calma.
Teu silêncio é só uma resposta vazia.
É uma utopia.
Uma nostalgia que tantas vezes me contagia.


SONIA DELSIN



SE OUSARMOS

Se atravessarmos
esta ponte
alcançaremos o rabo da estrela.
Se ousarmos bater voo
alcançaremos o infinito.
O que nos falta é arrojo.
Carecemos de
afoitamento.
Mas não nos falta
sentimento.


SONIA DELSIN



VACUIDADE


Há um vazio não preenchido com sua voz.
Uma neutralidade de ruas cobertas de folhas mortas.
Na neblina não brilham mais seus castanhos olhos.
É morto tudo.
O tempo.
A ilusão.
É morto e finito o amor dum coração.


SONIA DELSIN



Sonhando de Novo


EU DESISTIA JÁ DO MEU SONHO MAIS LINDO.
ENTERRAVA-O COM UMA PÁ QUANDO UM FATO NOVO FEZ MEU CORAÇÃO PULAR DE ALEGRIA.
FOI UMA FRASE.
UMA PALAVRA QUE ME CHEGOU NAQUELE DIA.
DEUS! SONHAR DE NOVO EU PODIA.
E COMO PODIA.

MEU AMOR, VOCÊ JÁ TINHA DITO UMA PALAVRA.
MAS SEUS OLHOS FALARAM TANTO.
ELES ME CONTARAM DO AMOR QUE EXISTE NO SEU CORAÇÃO.
ELES ME FALARAM DA PAIXÃO.

EU TAMBÉM O ADORO.
SINTO DESEJOS DE DEITAR A CABEÇA NO SEU PEITO.
AO SEU LADO O MUNDO NÃO TEM DEFEITO.

ESTOU SONHANDO DE NOVO.
ESTOU.
E ACORDAR NÃO DESEJO MAIS NÃO.

A VIDA AO SEU LADO É O PARAÍSO QUE SEMPRE BUSQUEI.
MEU MUNDO MUDOU DEPOIS QUE O ENCONTREI.

Sonia Delsin



A HORA DE SER FELIZ

Belo meu, bateu uma saudade.
Uma saudade da sua boca.
Das vezes que por você eu fiquei louca.
Bateu uma saudade de meu corpo colado ao seu.

Que bom!
Você também não me esqueceu.

Seus olhos desceram do meu rosto aos meus pés num exame tão gostoso.
Notei que ficaram descansando no meu peito que batia apressado.
Que batia adoidado.

Querido meu. Nosso amor não é de hoje.
Vem dum tempo distante.
Tão longínquo e inesquecível.

Foi naquela época impossível.

Mas hoje não.
Hoje só depende de nós dois.
Não vamos adiar a felicidade. Não vamos deixar pra depois.

Bateu uma saudade.
Senti desejos de voar pra lhe encontrar.
Mas o amor quando é grande sabe a distância encurtar.

E sempre a hora de ser feliz pode chegar...

SONIA DELSIN



A VIDA É...

A vida é uma ilusão.
É bola de sabão.
O rio pede passagem.
Quer continuar a viagem.
Eu pergunto o que é a vida.
Esta luta comprida.
Este caminhar.
Este longo caminho.
O mar.
O rio sempre acaba no mar.
A vida é isso... ilusão...bolha de sabão.
Mas viver é tão bom.

Pelos caminhos o rio segue. As vezes segue calmo.
Noutra hora turbulento.
Uma hora a brisa nos acaricia.
Outra hora vem judiar o vento.

Tudo enfim é pensamento.
E na vida precisamos de alimento.
Deste que alimenta a alma.
Falo das coisas do interior.
Porque as de fora tem pouco  valor.

Se você não sabe onde mora a felicidade.
Procure observar o mundo.
Procure entregar amor.

Só uma coisa eu lhe digo, meu amigo.
A vida é bolha de sabão.
Mas é muito mais que isso.
A vida é um longo caminho que precisamos trilhar.
E a eternidade pode explicar.

SONIA DELSIN



DERRADEIRO

aquele era o dia da despedida
pensei:
qual o mistério por detrás da vida?

SONIA DELSIN



UMA HORA PRECISAMOS FALAR

Tantas vezes eu me calei
E por fim falei
...
Não sei se já era tarde demais

Sei que acabou minha paz

SONIA DELSIN



 ARQUIVANDO

arquivei teus olhos nos armários do tempo
tuas mãos 
e tuas palavras...
ainda assim me voltas constantemente

SONIA DELSIN



QUANTAS ILUSÕES!

ela tem os olhos brilhantes
parecem dois diamantes
mas, pobre amiga, 
corre grande perigo
vive devaneando
vive a sonhar
... 
temo que a vida velha lhe magoar

SONIA DELSIN



EM SUAS MÃOS

A você eu entreguei
a minha alma inquieta.
Meu corpo de menina,
meu sorriso mais bonito.

A você eu entreguei
as minhas mãos.
Os meus lábios e
os meus sonhos todos.

A você eu me dei por inteira.
Sem medos, sem preconceitos e
sem receios.

Numa entrega completa,
eu coloquei a minha vida,
em suas mãos...

SONIA DELSIN



O AVESSO DO AVESSO

Onde andará o homem?
Escapou do sonho em busca de um riacho.
O riacho é doce!

É doce o sonho!
O homem sonha.
O homem existe e o riacho é um sonho.


O homem não é real.
Nem real é o riacho.
Nem doce é o sonho.

SONIA DELSIN



OS PASSOS NA ESCADA

Eu os ouço no silêncio da madrugada.
O coração aos pulos.
Conheço estes passos.
Pertencem a outro tempo.
Ficaram enterrados no passado.
A lembrança deles machuca meus ouvidos.
O som se aproxima.
A escadaria.
Dentro de mim algo grita:
é ele, é ele!
Mas a razão diz não.
Já acabou, já passou.
Ele não voltou.
Eu me sento na cama e o silêncio volta a reinar.
O coração volta a se acalmar.
Encontro a serenidade de antes.
Foi um sonho.
Cada tempo pertence ao seu tempo.
Mas algo dentro de mim insiste em dizer:
ele me visitou.

SONIA DELSIN



UNS OLHOS TRISTES NO ESPELHO

O espelho me contava da tristeza daqueles olhos.
Contava de frustrações, de decepções.
Ele queria o riso.
Mas não mentia... nem quando preciso.
O espelho queria mais...
Queria ir além do alcance.
Ele sabia que eu sorriria.
Mas havia uma ponte a atravessar.
Eu precisava ousar.
O espelho dizia que sabia esperar.
Ele guardava a lembrança de risos primaveris.
O inverno congelara num ricto de dor aquele rosto refletido ali.
Mas o espelho sabia que de novo eu sorriria.
Pontes nunca foram obstáculos para mim.
Só um tempo era preciso.
Só um tempo e voltaria o riso.
Ó, no meu rosto iria brilhar o mais belo sorriso.

SONIA DELSIN



BASTA

Eu guardo um mundo
no meu interior.
O meu mundo é vasto.
Estende-se sobre todos
os tempos que vivi.
Ele me cobra.
Me responde
e me grita: basta.

SONIA DELSIN



DEGRAUS

Subo-os.
Desço-os.
Eu os pulo em pensamento.
Sou
de novo uma menina-moça.
As tranças balançam.
Eu rio.
Não havia paciência em mim para descê-los um a um.
O pátio do colégio me volta à memória tal qual era.
Uma menina sonhadora sempre.
Tantos amigos!
Os mestres... elogios.
Que tempo bom aquele!
Estive a sonhar esta noite com a sala de aula e vi todos aqueles adolescentes que fomos.
Engraçado que estava a fazer uma prova e achava tão difícil.
Não acontecia comigo isso naquele tempo.
Eram os mesmos alunos do primeiro ano do ensino médio.
Um bando juvenil, sorridente. Vozes estridentes.
Tantos risos, tantos.
No sonho havia mais uma coisa intrigante.
Eu sabia que estava sonhando.
Era como que estivesse assistindo o meu sonhar.
E insistia terminantemente em não acordar.

SONIA DELSIN



CATA-VENTO

Cata... cata... cata... 
Cata-vento. 
A menina pulava. 
Corria. 
Com o vento brincava. 
Os cabelos esvoaçavam. 
Tão longos. 
Tão belos. 
A menina ria. Rodopiava. 
Ao vento... 
seu corpo girava. 
Brincava com o tempo que passava. 
Olhava o cata-vento e sorria feliz. 
Olhava as folhas... 
ao vento a rolar. 
Imaginava um tempo novo. 
Um tempo só para amar. 
A menina vivia a sonhar. 
E nas asas do vento sonhava viajar. 
Achava que a felicidade... 
morava em outro lugar. 


SONIA DELSIN



A PRACINHA

A igreja é pequenina.
Lembra-me tanta coisa...
Fica no meio da pracinha.
A cidade também é pequena.
Tão pequena!
Meu olhar se derrama sobre os bancos, pára em cada árvore.
O bebedouro...
Os quiosques combinam com ela.
E o coreto!
Gosto de me sentar numa sombra e absorver a paz que existe nela.
Gosto do lugar.
Tem a ver comigo.
Com meu ser que quer quietude.
Toda a cidade me traz paz e eu a procuro.
Fico mergulhada no passado e pensando no futuro.

 SONIA DELSIN



AMIGOS?

Eles dizem que hoje são amigos.
Como ser amigo de alguém a quem já chamamos de meu bem?
Eu os olho e penso nos beijos que assisti.
Eu me escondia atrás das cortinas.
Era uma menina tola.
Destas bem sonhadoras, que adoram romance.
Eles tinham nos olhos aquela coisa que parece que nunca irá se acabar.
Um fogo.
Algo que abrasa o peito e se derrama no olhar.
Doeu-me assistir ao fim deste amor.
Sempre acreditei nos sentimentos eternos.
Sei que o poetinha dizia: que seja eterno enquanto dure...
Amigos?
Não posso crer.
Não consigo aceitar que o amor possa morrer.


SONIA DELSIN



O PASSADO DE VOLTA

Esta noite eu me levantei. 
Era madrugada e o sono tinha ido embora. 
Fui lá fora e fiquei olhando as estrelas. 
Gosto de contá-las. 
Até perder a conta. 
O ar fresco e puro foi me invadindo. 
Comecei a recordar outros tempos. 
Uns tempos que moram dentro de mim. 
Não uns tempos de agora. 
Mas de outrora. 
Falo de um tempo morto. 
Quando começo a olhar as estrelas este tempo chega. 
Meu espírito parece alcançar o passado longínquo. 
As estrelas. 
Elas parecem me contar. 
Elas querem me dizer que há algo no ar. 



SONIA DELSIN



FLOR DO AMOR

Você chega.
Nas mãos uma flor.
Que bela!
É a flor do amor.
Você a coloca nos meus cabelos e me olha.
Estes olhos que dizem tudo.
Você mesmo calado se declara com tanto ardor.
Ajeita a flor nos meus cabelos e observa meu rosto.
Toma meu queixo e me beija.
Seu beijo diz e grita: te amo.
Seu abraço chega como as ondas chegam na areia.
Vai me envolvendo. Me trazendo.
É você chegando para mim.
A flor quer cair e você a acerta.
Enquanto me beija de novo se esquece da flor e a esmaga entre os dedos.

SONIA DELSIN



QUEM BRINCA COM FOGO

Eu sei que você está brincando.
Brincando com fogo.
E vai se queimar.
Quem brinca com fogo quer se machucar.
Eu sei que você está brincando.
Faço de conta que não sei.
Faço-me de cega, surda e muda.
Mas eu sei...
Você já está bem grandinho e sabe o terreno em que pisa.
Não vou lhe dizer para que tenha cuidado.
Não vou lhe dizer o poder deste elemento.
Você já sabe faz tempo.
Nem um aviso eu devia lhe dar...
Mas tenho pena.
Você vai se machucar.

SONIA DELSIN



CAMINHANDO PELA PRAIA

Esta noite estive caminhando pela praia.
Foi num sonho.
Num sonho tão bom.
Nele existia o mar tão belo.
O luar de prata.
Havia o barulho das ondas nos rochedos.
Havia maresia.
E havia tanta poesia.
Havia você caminhando comigo.
De mãos dadas.
Olhos nos olhos.
Como nos falávamos
E como nos beijávamos.
O mar assistia tudo.
Tão imponente e contente.
Com a nossa alegria de estar ali.
Eu sentia sob meus pés a areia molhada.
Eu sentia na minha pele arrepios que o vento gelado provocava.
Eu sentia você ao meu lado.
Mas era um sonho... e como lamento ter acordado.

SONIA DELSIN



QUANDO ME TRANSPORTO

Olho o céu.
Aquelas aves planando...
Liberdade é poder voar.
Ir onde o coração mandar.
Onde a imaginação levar.
O que me distancia delas?
Nada.
Estou lá em fração de segundos...
Estou em seus braços mesmo quando está distante de mim.
Imaginar é assim.
O que importa é que conheço o que é estar em seus braços.
E este conhecer me envolve no abraço que existe.
Existe mesmo não estando acontecendo no momento.
Conheço as sensações...
Se as conheço de todos os tempos...
Sinto-me aquela ave agora.
E quem vai dizer que não?

SONIA DELSIN



PERSONAGENS


Voa, o meu pensamento.
Voa livre.
Alcanço todas as terras que jamais vi.
E ouço palavras que jamais ouvi.
Vejo rostos,
uma infinidade de rostos.
Vejo mãos
que conseguem
transmitir carinho,
afeição, amor.
E vejo olhos.
Cheios de amor,
indignação,
ódio e medo.
São personagens.
São os meus seres imaginários.
São fictícios,
mas enchem a minha vida.
Preenchem todas as lacunas.
São os filhos dos meus pensamentos
e os amo por existirem dentro de mim.
Têm vida,
se movimentam
enquanto os coloco no papel.
E depois moram em minhas histórias.
Se eternizam...

SONIA DELSIN



A SENHORA DO SEU DESTINO

Ela diz que é senhora.
Senhora do seu destino.
Manda em você.
Escolhe
os seus amigos.
Os lugares que deve ir.
Ouço-a gritar e penso na namorada.
Naquela doce amada que fazia você sonhar...
Onde foi parar?
Que pena, meu querido!
Que pena que ela era só uma ficção.
A mulher com que você se casou não parece a mesma não.
Que pena!
Uma vida ao lado dela deve ter esmigalhado o seu pobre coração.

SONIA DELSIN



NÓS SOMOS

Nós somos fragmentos de sonhos.
Somos, fomos e seremos.
Nascemos, vivemos, morremos.
Renascemos e assim a roda viva continua.
Somos vida e neste ciclo constante o nosso planeta vibra.
Vibra de vida.
A morte é certa.
Mas a vida é a constante.
A vida é a corrente que liga o passado ao presente.
E ao futuro.
O Pai tanto nos amou...
que nos eternizou.

SONIA DELSIN



CHUVAS DE VERÃO

O sol brilhando.
Poucas nuvens.
Escurece de repente.
Chega a chuva.
Geralmente vem com vento.
Quase sempre ela se deita. Molha tudo.
Evapora-se a água da calçada.
Poças d’água.
Mormaço.
Escurece de novo.
Chove.
São passageiras...
Tão arteiras!
Molham as roupas no varal.
Pegam transeuntes desprevenidos.
Motoqueiros.
São como os sonhos.
Duram um tempo...
Vêm e vão...
São só chuvas de verão.

SONIA DELSIN



COMO É BOM FANTASIAR

É bom sonhar...
Dançar com o ar.
Divagar...
Viajar...
Voar...
Eu estive lá.
O faz de conta me leva
com suas asas mágicas.
Não seria mais bonito
no mundo real.
Não seria igual.
Não seria...
Porque no imaginar tudo
é perfeito.
Nada tem defeito.


SONIA DELSIN



CURANDO FERIDAS...

O tempo. 
Só o tempo para tudo curar. 
Para tudo levar. 
Para tudo lavar. 
O tempo... 
Ele nos purifica. 
Nos fortifica. 
As cicatrizes vão ficando. 
Ficando e mostrando. 
Mostrando que somos capazes. 
Capazes de tudo suportar. 
Suportar e superar.

SONIA DELSIN




NÃO PODEMOS DEIXAR QUE SE APAGUE

Ela foi escrita a fogo e água.
Traços indeléveis marcam o tempo.
O tempo é o dono de tudo.
Somos marionetes em suas mãos.
Neste sobe e desce perdemos as referências...
A identidade escoou pelo ralo.
Ventou forte.
Levou... alguma coisa levou.
Agarrados a qualquer coisa que flutue.
Somos náufragos.
O brilho da estrela se confunde.
Neblina.
Farol.
Sol.
Pisca-alerta...
São luzes... não podemos deixar apagar.

SONIA DELSIN



MEU CAVALO ALADO


Eu montava um lindo cavalo.
Cavalo alado.
Subia, subia.
Num elevar sublime.
Uma ascensão.
Entre nuvens, acima delas.
Mundos diferentes do nosso.
Um suave roçar de asas.
Um voo leve, sem sobressaltos.
Um subir, subir.
Um delicioso, embriagante voo.
Um barulho ensurdecedor.
A interrupção.
O leve voar morreu com o despertador.
Cobrando-me a realidade.
Sonhei!
Deus, que sonho bom!
Que despertador indiscreto.
Interromper um sonho desses!

SONIA DELSIN




INCERTEZAS

Busco dentro de mim respostas.
Óbvias respostas que dilaceram
meu peito.
Estão todas escritas diante de meus
olhos.
Já não me assombram.
Por que as procuro se as conheço de todos os tempos?
Porque esta busca de mim, quando sei quem sou...
Sei de mim o que sei e não preciso fugir de
um rio que sou, que corre placidamente para o mar...
A ordem das coisas dá-me sensação de paz.
Não necessito ser mar, se sou riacho solitário...
Não quero ser ventania, se sou brisa leve...
Não preciso buscar alcançar uma estrela...
Se já tenho em minhas mãos uma constelação inteira.


SONIA DELSIN



MAGIA

São mágicas as horas que passamos juntos.
Encantadoras.
Ficamos horas em silêncio.
Ou
falando sem parar.

Simplesmente nos beijando.
Às vezes, nos olhamos intensamente.
Procurando nos olhos um do outro respostas.
Respostas para tanta disponibilidade para amar...

SONIA DELSIN